quinta-feira, 10 de junho de 2010

ELIAS

Quem parecia não se importar com a chuva era o Elias, porque não lhe caía em cima! O Elias nunca pensava muito, nem a chuva lhe caía em cima muito, porque o Elias tinha dias, dias bons e dias maus. O Elias não existia, era apenas fruto da imaginação dos Inertes Ineficazes e Inadaptados do Comércio, grupo de pessoas imaginárias que viviam num barracão inexistente ao lado de uma pedra. Se imaginarmos uma pedra podemos ser o que quisermos. Há quem exista sem o saber e se o Elias se prendia por amor, de certeza que era amor verdadeiro, não um amor imaginário. Um dos pontos comuns entre ele e ele próprio era uma borbulha que lhe nascera de manhã, mas uma manhã qualquer em que se sentiu tão real que ia existindo. Quase se deu uma revolução na realidade espaço/tempo com essa atitude do Elias, o que vale é que começou a chover e o Elias não saiu cá para fora...  

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