terça-feira, 26 de setembro de 2023

CASAL GARCIA

Enquanto Palmira se preparava para a fodinha do mês, lavando as partes pudendas, Sebastião, deitado na cama, desnudo, pegava na sarda murcha e pensava, “Será que fechei a porta do carro? Foda-se tenho lá o computador dentro!!”

Vestiu-se à pressa e saiu porta fora sem fazer barulho, na esperança de conseguir voltar antes de Palmira sair do W.C.

Sebastião corria esbaforido,

Palmira lavava a xareca,

Sebastião confirmava que a porta estava fechada,

Palmira esfregava a cenaita já para além da dita lavagem,

Sebastião regressava esbaforido, a correr,

Palmira atingia a velocidade da luz, a gemer que nem uma porta velha,

Sebastião despia-se e voltava a deitar-se na cama,

Palmira saía sorridente do W.C., de forma sensual,

Sebastião ressonava na cama,

Palmira sentou-se aliviada, no sofá a ver a novela, com um único pensamento na cabeça, 

“Amanhã vou fazer um bolo!”


O MISTERIOSO SENHOR COISO

LURDES & ARISTIDES

Das pessoas que fui conhecendo na vida, Lurdes foi a que mais me intrigou. Lurdes era um homem de meia idade, careca, que trabalhava numa fábrica de correntes, correntes de ar, correntes marítimas e chouriços correntes. Lurdes não tinha o braço direito, tinha ficado torto depois de uma máquina de torcer arame lhe ter torcido o braço.

A esposa da Lurdes era o Aristides, uma mulher linda, parecia saída de um filme esloveno, mas era meio eslovaca, os cabelos caíam sobre os ombros todos os dias e cresciam durante a noite, as pernas longas chegavam ao chão e entravam pelos pés adentro, acabando numas unhas pintadas de vermelho erótico que se escondiam em botas de biqueira de aço.

Se há história de amor que possa ter realmente esse nome em letra maiúscula, é a de LURDES & ARISTIDES. Conheceram-se, amaram-se e foderam-se quando a polícia lhes entrou em casa e lhes apanhou 5 toneladas de chouriço corrente, de contrabando.

Agora, qual Romeu e Julieta, lutam contra tudo e todos para ter uma cela comum até ao fim das suas vidas.


O Misterioso Senhor Coiso

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

SARAIVA!

 O Saraiva era um soldado com um nível cultural acima da média, sendo que a média a nível da soldadesca era medida muito abaixo da média dos não soldados, mas dois dedos acima das pessoas analfabetas. Com o nível de cultura do Saraiva, já se conseguia perceber se o livro que tinha nas mãos estava ou não de pernas para o ar e o Saraiva sabia muito bem o que era um livro, já vira um em casa de uma tia que morava em Fátima e sabia muito bem que ler fazia mal à vista. 
Problemas nos olhos era coisa que o Saraiva não queria, pois sonhava ser sniper, como nos filmes americanos, onde daqueles canos saíam balas certeiras. Até agora as balas do Saraiva só tinham atingido a paciência dos seus graduados que, fartos da sua persistência, o tinham colocado a atirar ás moscas que rodeavam o rancho à hora do almoço. Saraiva acordou um dia com vontade de subir o seu nível cultural uma série de degraus. Estudou, fez exames, leu livros, viu documentários da National Geographic, sem nunca deixar de praticar o sniperismo.
Com o curso feito, licenciatura, mestrado, doutoramento e ainda uma pós-graduação em Arqueologia, lá desenterrou a vocação que estava enterrada no seu peito. 
Na primeira guerra a sério para que foi recrutado levou a espingarda e dois livros, uma caneta e um Moleskine.
Antes da primeira missão, leu Saramago, António Damásio e escreveu uma tese sobre como escrever teses sem se saber o que é uma tese. 
Quando acabou de montar a espingarda e preparava com delicadeza o local da missão, com mantas de linho próprias para snipers e camuflagem à base penas de pavão, levou um tiro na cabeça, que o deixou logo ali imóvel, com o ar de quem se lembrou à última da hora que lhe faltou colocar uma vírgula na introdução da tese.


O Misterioso Senhor Coiso

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

TOMA!!

O Misterioso Senhor Coiso, após meses de ausência volta ao combate, sob a égide "piratoon", manguitos, até ao osso.... um zé povinho exumado e pronto para o que vier..... 
TOMA!!