terça-feira, 21 de setembro de 2010

A PONTE!

A polémica estalou, a ponte era o centro da discórdia, as pessoas que moravam no lado de cá da ponte diziam que o "outro lado" era o lado de lá e as pessoas que moravam no lado de lá da ponte diziam que o "outro lado" era o lado de cá, a ponte foi fechada, grandes blocos de betão foram colocados em cada uma das entradas e a cada uma das saídas, ninguém mais passou de um lado para o outro. Enquanto isso, conferências de imprensa eram dadas em ambos os lados da ponte, do lado de lá dizia-se, "Nós do lado de cá não iremos recuar perante a intransigência do lado de lá!!" e os do lado de cá afirmavam, "Nós do lado de cá não iremos recuar perante a intransigência do lado de lá!!". O lado de lá organizou uma festa de angariação de fundos para a construção de uma ponte que, segundo eles, iria do lado de cá para o lado de cá, por sua vez, o lado de cá organizou uma festa de angariação de fundos para a construção de uma ponte que iria do lado de cá para o lado de cá. O resultado foi a construção de uma espécie de pontão de cada lado da margem. As pontes entravam rio adentro, depois completavam uma volta de 360º e voltavam á margem.
O tempo passou e as pessoas, tanto de uma margem como da outra começaram a aperceber-se que assim não iriam a lado nenhum, principalmente até á outra margem e então começaram a haver movimentações clandestinas, nocturnas, na velha ponte bloqueada. Havia gente que atravessava a ponte á noite, tanto para um lado como para o outro. A ponte foi vedada completamente e herméticamente, que nem uma mosca passava, só o tempo passou e passou e passou, as pessoas cairam em si e alguém disse, "E se abrissemos a ponte?", todos concordaram, telefonou-se para o lado de lá, que concordou imediatamente. Preparou-se uma cerimónia com pompa e circunstância para a reabertura da ponte. No dia em que finalmente a ponte foi aberta e acabados os ressentimentos de parte a parte, a ponte caiu, por falta de manutenção. As margens olharam-se, e gritando atribuiram as culpas aos do outro lado e em pouco menos de um ano, cada margem construiu uma ponte para si, que se encontrava com a da margem oposta, num "s" a meio do rio, como se entrássemos na ponte para ir para lá, mas a meio voltava para cá e voltava novamente para lá até chegar á outra margem..........

Moral da história: "A ponte é uma passagem prá outra margem..."

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Manifesto elaborado pelo Misterioso Senhor Coiso com design de Miss LucyTão para a banda "Os Snakes"





... faça-se saber que Punhete era o antigo nome da Vila de Constância

sexta-feira, 9 de julho de 2010

...do baú...

fagulha & misterioso sr coiso @ Galeria do Desassossego






 

continua............

quinta-feira, 8 de julho de 2010

BUS EFFECT (zenhos do fagulha)

a partir de hoje o misterioso sr. coiso tem a colaboração do fagulha na ilustração, na demonstração de incompetência, na vontade de não fazer nenhum e numas minis que estão á espera...


NAMORO

aaaah!... sim.... pois.... achas que eu e tu... tás a perceber....




A TURMA dos MAUMAUS 1

a turma dos maumaus visita o escafiado que anda a pedir e o gato que não faz nada


quarta-feira, 7 de julho de 2010

Esta vem do baú de recordações...

O Misterioso Senhor Coiso escreve ao seu amor:


Querida Lúcia.


Hoje entrei que nem um desalmado a correr pela floresta Antártica temperada da Guiné, vi três macacos-periquito a cantar como nunca tinha visto. Perguntei a uma senhora que estava sentada a descascar favas, se aquilo era normal e ela respondeu que sim, que por aquela altura os macacos-periquito acasalavam com frequência. A senhora, com uma delicadeza fora do normal e quase a roçar a má educação apontou-me o melhor caminho. Sabes como sou e já estás a ver que não fui por aí, fui pelo lado oposto. Posto isto, estava de novo a andar, o chão parecia um tapete de folhas secas. Sabias que as andorinhas falam quando não estamos a ouvir? É verdade, disse-me um velhinho que estava sentado numa pedra com um papel na mão. Eu acreditei e é bastante provável que não sejam só as andorinhas, ando a desconfiar que as moscas lá de casa fazem reuniões e distribuem tarefas antes de eu acordar. As árvores foram passando por mim, umas grandes, outras pequenas e é curioso que as pequenas nunca eram do tamanho das grandes, ui!! nem lá perto! 
Parei numa clareira, está claro, bebi um golo de água e pedi uma Super Bock a um empregado que passava de mãos nos bolsos. Ele foi atrás de uma árvore e trouxe o meu pedido. Enquanto bebia, passou junto aos meus pés um daqueles pombos que comem jibóias, ia a resmungar, rrrnheff, rrrenheff, rrrnheff. Assustei-me um bocado! Nunca tinha visto um pombo daqueles a resmungar, mas logo percebi porque resmungava.... atrás dele vinha um urso-borboleta a pedir desculpa por lhe ter esmagado a bicicleta. Se eu não achasse isto tão normal, até acharia que se tratava de algo absurdo, por isso pensei em ficar por aqui, e é de onde te escrevo. Vou ficar por aqui, mas por pouco tempo, depois retomo a caminhada, no encalço da tua pessoa. Sei que vou enfrentar animais não muito estranhos, provávelmente absurdos, mas vou ser forte, vou percorrer o caminho, nem que seja parado á espera... Agora paro e descanço....


Até já amor!


1 de Agosto de 2007